FOTOS ANTIGAS

Algumas Fotos Antigas de Santa Maria de Jetibá para recordar.

Casa antiga na Virada em Santa Maria de Jetibá/ES em 1971. Doação Pastor Helmut Gusella (Höxter-Alemanha).

Casa antiga de barro socada com pedras e esteios de madeira de nobre de jacarandá. Casa existente na região de São Luís em Santa Maria de Jetibá. Foto de 1997. Foto gentileza de Júlia Barth Heinemann.

Casa nos altos da Mata Fria (São João do Garrafão/ES). Casa simples feito com pedra e barro socado. Foto de 1969. Gentileza do religioso Dieter Hecht (Alemanha).

Casa antiga de um pomerano na entrada da cidade de Santa Maria de Jetibá. Foto de 1967. Gentileza Pastor Helmut Gusella (Höxter-Alemanha).

Quando um casal de pomeranos casava, ganhavam uma casa, feita pelos convidados das bodas. Seus Pais o presenteavam com baú, máquina de costura e mudas de café. Iniciavam assim a sua própria lavoura. Foto de 1970. Gentileza do teólogo Ervino Schmidt (Bairro Menino Deus-Porto Alegre/RS).

Típica família pomerana em 1970. Região de Santa Maria de Jetibá/ES. Fotografia cedida gentilmente pelo Pastor Ervino Schmidt (Bairro Menino Deus-Porto Alegre/RS).

Cabo Francisco Schroeder e Família. Detalhe da construção da casa na localidade de Melgaço (Domingos Martins/ES), por volta de 1920. A cozinha bem do lado esquerdo e ligado a casa por uma pequena porta de passagem. Construção feita com madeiras nobres: Braúna, jacarandá e canela amarela. Foto gentilmente cedida pelo Pastor Anivaldo Kuhn de Melgaço, Domingos Martins/ES.

Casa da Família Discher, em Rio Ponte. Foto gentilmente enviada pelo Pastor Anivaldo Kuhn de Melgaço, Domingos Martins/ES.

Até pontes tinham que ser construídas por cima de rios caudalosos para encurtar caminhos e muitas vezes quando tinham que transportar sua produção à cidade vizinha, era um verdadeiro suplício pela precariedade das estradas. Em dias de chuvas contínuas ninguém transitava, nem mesmo em cima do lombo de animais.

Muitas vezes a colheita foi fraca. Um ano era a seca, outro ano muita chuva. Outro ano eram, macacos, anus pretos, araras, porcos do mato (queixadas), pacas, papagaios e formigas grandes que comiam os grãos. O ano de 1872 marcou muito as regiões de Alto Jatibocas, Santa Joana, Santa Leopoldina e Santa Maria de Jetibá, pois foi um ano de muita seca, onde até os riachos que passam ao redor da casas secaram. Por todos os acontecimentos iniciais e locais, os pioneiros imigrantes pomeranos, voltaram para um ditado alemão do século V que dizia:

Para primeira geração a morte.
Para a segunda a miséria e quando viria a prosperidade?

Estavam jogados a própria sorte e não viam por parte das autoridades locais nenhum empenho e sim desleixo, incompetência e má vontade daqueles que deviriam auxiliar.

No Brasil, absorvidos pelo trabalho braçal não tiveram tempo de escrever para seus parentes, com raras exceções. Após construírem suas casas rústicas de madeira e barro, caíram as paredes da casa de branco e as janelas de madeira de lei, pintaram com seixas de plantas silvestres em tom de lilás, tentando imitar o azul prussiano da cor da bandeira da Pomerânia. No final do dia, sob um céu estrelado, aqueles que tinham concertinas tocam e cantavam suas velhas canções da aldeia, como Luduwig du bis besopa, Kalinga, Pommerlied e assim amenizavam a saudade da Pomerânia que certamente jamais voltaram a rever. A Pomerânia ficou para trás, para sempre!

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by José Carlos Heinemann

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